Pensamento Quotidiano

AÏVANHOV


Meditação

Vós meditastes profundamente durante muito tempo, enviando luz e amor ao mundo inteiro e, depois saís para caminhar pelas ruas.
Quando voltais a casa, não vos apercebeis de ter feito o que quer que fosse...
Pois bem, enganais-vos.

Se fosseis clarividentes, veríeis o bem que a vossa presença levou, sem vos aperceberdes, às pessoas com quem vos cruzastes.
Algumas que tinham projectos malfazejos abandonaram esses projectos; outras, que estavam perturbadas, desesperadas, encontraram um pouco de serenidade e de coragem.
Tudo depende do poder e da sinceridade das vossas aspirações.

Os vossos estados interiores não dizem respeito unicamente a vós.
Estai certos de que, um dia, podereis verificar isso.
Quando chegardes ao além, o poder do mundo psíquico revelar-se-á a vós.
Descobrireis que os vossos pensamentos e os vossos sentimentos eram correntes de energia que agiram no invisível para impelir os seres para o mal ou para o bem.

OMRAAM MIKHAËL AÏVANHOV


A Ciência dos Sábios e dos Iniciados

O que é magnífico com a ciência dos Sábios e dos Iniciados é que ela oferece perspectivas infinitas.
Nunca se atingirá o objectivo.
Sim, é isso que é exaltante: saber que haverá sempre qualquer coisa a descobrir, a realizar.

Para alguns, é o contrário que acontece, eles dizem para si próprios: «É tão demorado!... Os resultados tardam tanto!... Desisto.»
E escolhem um objectivo que poderão alcançar em alguns anos.

Eles atingem-no, com efeito, e ficam contentes, pois acabaram por conseguir aquilo que desejavam.
Mas como é que eles não se apercebem de que, de certo modo, também eles se "finaram", pois foram em busca de algo finito!

Só aqueles que compreenderam que é preciso procurar o infinito, o ilimitado, o que está para além do tempo e do espaço, se sentirão vivos, porque a vida verdadeira é a imensidão, a eternidade.

Não vos refugieis, pois, no que é acessível, limitado: abraçai o infinito e a vossa alegria também será infinita.
Será a luz, a força, a expressão plena do vosso ser.

OMRAAM MIKHAËL AÏVANHOV


Materialismo

Há imensas pessoas que se agarram desesperadamente à sua existência terrestre!
Elas ignoram que a sua vida não terminará com aquilo a que se convencionou chamar morte e algumas vão mesmo ao ponto de, para prolongar a sua vida, ser capazes de cometer crimes.

O espiritualista tem uma concepção completamente diferente das coisas.
Ele ama a vida, cujo sentido e cuja beleza descobre todos os dias, e, ao mesmo tempo, essa vida, com as limitações, os constrangimentos e os sofrimentos que impõe, por vezes parece-lhe um fardo.

Como não há-de aspirar a essa outra vida que ele pressente que é mais real do que a sua existência terrestre?
Mas, como ele também sabe que desceu à terra para aqui fazer um trabalho, para reparar os seus erros do passado, para se aperfeiçoar, aceita, pensando que, quando tiver terminado esse trabalho, partirá livre para o espaço.

É esta a verdade que os espiritualistas conhecem e é por isso que, mesmo sabendo que a verdadeira vida é noutro plano, eles estão convictos de que têm algo a fazer na terra.
Enquanto não tiverem terminado o trabalho para o qual vieram, o resto é-lhes indiferente, eles não se questionam se preferem viver ou morrer, querem unicamente terminar o seu trabalho.
Mas, assim que ele está terminado, eles vão embora em paz e alegria.

OMRAAM MIKHAËL AÏVANHOV


O Ciclo da Água: Reencarnação

O que é o fogo?
Água, água divina que regressa à sua nascente, no Alto.
Ao passo que a água terrestre não regressa à nascente; desce direita ao mar.

Também ela acaba por regressar um dia, mas através de todo um ciclo ao longo do qual tem de mudar de estado e transformar-se em vapor.
O fogo, que é à imagem do espírito, não necessita de sofrer essas transformações porque é puro, regressa directamente ao seu local de origem.
A nascente fica situada no alto da montanha e a água corre perpetuamente para baixo, para o mar.

Para poder remontar à nascente, ela tem de ser purificada, subtilizada, e é por isso que se transforma em vapor... até chegar o momento de descer novamente.
Como devemos interpretar esses dois itinerários diferentes?

Quando a água brota na montanha, é pura e cristalina; mas, à medida que vai descendo, recebe as sujidades das regiões que atravessa, porque todos os depósitos e detritos provenientes das actividades dos humanos acabam por ir parar à água das ribeiras e dos rios, e quando, após todo o tipo de peregrinações, a água chega ao mar, já está saturada de impurezas.

Mas, em breve, aquecida pelos raios do sol, ela transforma-se em vapor e retoma o caminho do céu... até que um dia, voltando a cair sob a forma de chuva ou de neve, ela se tornará de novo nascente, ribeiro, rio, e o ciclo recomeçará.

Esta viagem da água é simbólica.
O destino humano é como estas perpétuas viagens da água entre a terra e o céu.
Como gotas de água, as almas descem à terra, cada uma num lugar determinado; a partir daí, elas têm de percorrer todo um caminho até que, fatigadas, esgotadas por todos os trabalhos da vida, voltarão à região de onde vieram... para um dia, descerem de novo, num outro lugar.

A isso chama-se "reencarnação".
O ciclo das reencarnações é comparável ao ciclo da água.
Sim, e isto vai mesmo muito mais longe.

Reparai: a neve caiu no cimo da montanha, nos Pirinéus, nos Alpes... ela funde e forma-se uma torrente que desce pelas encostas até chegar ao vale, onde as águas se misturam com as de um rio e acabam por se lançar no oceano ou no mar.
O que é que se sabe acerca da viagem desta água depois de ela ter sido transformada em vapor?

Conforme o vento e as correntes, ela virá a cair um dia, como chuva, neve ou granizo, em qualquer parte do mundo, por vezes muito longe das regiões que atravessara anteriormente. E o ciclo prossegue, interminável...
Da mesma maneira, as almas que descem à terra não reencarnam nos mesmos países nem nas mesmas condições.

Pode dizer-se, portanto, que cada país é semelhante a um rio: o leito desse rio é sempre o mesmo, mas a água que corre entre as suas margens, e que é sempre nova, vem de todos os cantos do mundo. E à medida que ela passa e prossegue a sua viagem até ao mar, outra água lhe sucede e também esta será brevemente substituída.

Sim, um país é um rio onde se encontram, durante um certo tempo, almas de uma grande diversidade que, por um decreto do destino, desceram ali: umas já vêm desse país, mas a maioria vem de outros lugares.
E há que tirar disto uma lição muito importante.

Quando alguns, em nome do amor pelo seu país, encontram justificação para desprezar ou até odiar outros países, não suspeitam sequer, pobres ignorantes!, de que numa outra reencarnação foram cidadãos desses países e tinham os mesmos raciocínios estúpidos e limitados a respeito da pátria que agora pretendem defender!...
Um país só é a nossa pátria nesta encarnação!

Quantos franceses não detestaram a Alemanha ou a Inglaterra sem pensarem que, numa encarnação anterior, foram alemães ou ingleses e que, nessa altura, tinham detestado a França! A Bulgária, a Turquia e a Grécia lutaram entre si durante séculos, mas quantos gregos não eram reencarnações de turcos ou de búlgaros e quantos búlgaros não eram reencarnações anteriores de gregos ou de turcos!
Então?...

Esta lei é a mesma para os países do mundo inteiro e é válida também para as religiões.
Quantos católicos não odiaram e perseguiram os protestantes sem imaginar por um segundo que, numa outra encarnação, eles próprios haviam sido protestantes.

E reciprocamente...
Todos estes factos levam-nos a compreender que pertencer a certo país ou certa religião não é essencial.

A alma viaja.
Pode-se mudar de país, pode-se mudar de religião, e há seres magníficos e seres criminosos em todos eles. O essencial é aprender e aperfeiçoar-se onde quer que se esteja.
Ora, justamente para aprenderem e se aperfeiçoarem, os humanos precisam de mudar de condições, e é por isso que, em cada encarnação, a Inteligência Cósmica os coloca numa situação nova.

Mas compreenderão eles que há algo a aprender?...
A maioria nem quer ouvir falar da reencarnação.
Pois bem, tanto pior para eles!
Quanto a vós, meditai nesta lição formidável que o ciclo da água nos dá.

OMRAAM MIKHAËL AÏVANHOV


O FOGO, FACTOR DE CIVILIZAÇÃO

O fogo representa a fronteira entre o plano físico e o plano etérico.
Por isso, ele é considerado por todos os Iniciados como o meio mais poderoso para se entrar em comunicação com o mundo espiritual.
Os Iniciados têm o hábito de acender uma chama antes de começarem um trabalho de alguma importância, precisamente porque sabem que o fogo os introduzirá nas regiões subtis, onde os seus pensamentos e as suas vozes serão ouvidos e onde encontrarão condições para a realização.

É por possuir este saber que, sempre que fazemos uma cerimónia do fogo, eu peço que cada um de vós que escreva numa folha de papel os melhores desejos para a sua evolução, para o bem dos seus amigos e do mundo inteiro, a fim de os confiar ao Anjo do Fogo.
O fogo é o mensageiro do invisível e, logo que esses papeis são queimados, as entidades do Alto começam a tomar conhecimento deles e a estudá-los para ver como poderão satisfazê-los.

Quando nos reunimos à volta do fogo, ele é o centro do círculo que nós formamos e é para esse centro simbólico de luz, de calor e de vida que devemos enviar também os nossos pensamentos e as nossas orações.
Nós encontramo-nos no fogo: a nossa alma e os nossos pensamentos encontram-se no fogo.

É importante que toda a colectividade aprenda a concentrar-se na mesma ideia luminosa. Só nessas condições é que uma cerimónia do fogo se torna eficaz.

Tentai manter em vós uma harmonia perfeita, porque todos os vossos estados se reflectem no fogo; e, como, à medida que arde, ele devolve tudo o que recebe, os vossos pensamentos e sentimentos voltarão a vós.
Portanto, estai atentos, para que eles sejam harmoniosos!

Devemos tornar-nos amigos do fogo, falar-lhe, contemplá-lo, cantar para ele.
Trabalhando com o fogo, trabalhais para o vosso futuro.

OMRAAM MIKHAËL AÏVANHOV


União com o Divino

Múltiplas actividades, múltiplos encontros, podem ser para nós fonte de alegria, mas só viveremos as maiores alegrias se procurar-mos fundir-nos com a Divindade, pois o Criador deu às suas criaturas possibilidades infinitas de alegria mas guardou a maior felicidade para aquelas que, pela sua alma e pelo seu espírito, conseguem unificar-se com Ele. 

E, para que esta alegria seja perfeita, os que viveram esses instantes de fusão, em que a luz e o amor divinos penetraram neles, devem esforçar-se por irradiá-los em seu redor, pois é próprio da graça divina não aceitar qualquer limite: ela procura por toda a parte aberturas por onde penetrar a fim de alimentar todas as criaturas.

Nós podemos viver inúmeras alegrias. Mas não existe maior do que conseguirmos unir-nos com a Divindade e depois fazer com que os outros participem nessa alegria, partilhar com eles aquilo que recebemos.
Esta alegria assume, pois, na realidade, duas formas: nós elevamo-nos até ao Céu para aí acumularmos tesouros e depois voltamos à terra para os distribuir.

OMRAAM MIKHAËL AÏVANHOV


Olhai para o Alto

Por que é que vos sentis tantas vezes pobres e sem recursos?
Porque vos habituastes a olhar para baixo, isto é, a ver tudo o que é motivo de preocupações, de inquietações, de desgostos.
Esqueceis-vos de olhar para cima, para onde se encontram a luz, a beleza, tudo o que pode dar um impulso à vossa alma e levá-la a descortinar os meios para ultrapassar as dificuldades.

As preocupações e as dificuldades existirão sempre, seja o que for que façais; é inútil lutar contra elas, pois vós é que ficareis esmagados.
O que fazer, então?

Exactamente o que se faz contra as intempéries ou contra os insectos: arranja-se o equipamento adequado.
Contra a chuva, usa-se um guarda-chuva; contra o frio, vestem-se roupas quentes; contra os mosquitos, põe-se uma rede mosquiteira ou usam-se produtos para os afastar.

Pois bem, contra as dificuldades não há outra solução a não ser olhar para o alto a fim de receber a luz e a força.
E olhar para o alto é também aprender a regozijar-se com aquilo que até aí se negligenciou.

Procurai, em cada dia, descobrir alguma coisa que vos faz bem ou vos maravilha - pode ser um contacto com alguém, um acontecimento, um objecto, um pensamento -, colocai-o no vosso coração, na vossa inteligência, na vossa memória, e agradecei por o terdes encontrado no vosso caminho.

OMRAAM MIKHAËL AÏVANHOV


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