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Os Riscos da Radiação Eletromagnetica de Aparelhos

Os estudos dos efeitos biológicos das ondas eletromagnéticas são de extrema importância. O celular, por exemplo, está cada vez mais presente no dia-a-dia da população em geral. 


Os estudos dos efeitos biológicos das ondas eletromagnéticas são de extrema importância. O celular, por exemplo, está cada vez mais presente no dia-a-dia da população em geral. Esses efeitos podem ser divididos em ionizantes (térmico) e não-ionizantes (não térmicos). As radiações não-ionizantes despertam interesse devido ao fato de serem não apenas absorvidas pela pele, mas podendo penetrar tecidos do interior do corpo que não possuem terminações nervosas sensíveis ao calor.

Mais preocupantes do que as radiações eletromagnéticas emitidas pelo sistema de telefonia celular são as emissões das antenas de rádio e televisão, concentradas em torres localizadas nos pontos altos das cidades.

Avaliemos um estudo apresentado pela Secretaria de Meio Ambiente da Cidade de São Paulo, realizado pelos pesquisadores: professora Emico Okuno, do Instituto de Física da USP, Mário Leite Pereira Filho, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT, e o professor Francisco de Assis Ferreira Tejo, do Departamento de Engenharia Elétrica da UFCG, da Paraíba.

A representante da USP explicou que as fontes de radiação eletromagnéticas podem ser naturais, no caso da luz solar, ou artificiais, como a emitida pelas antenas de celulares e os próprios aparelhos telefônicos móveis, antenas de rádio e TV, e fornos de microondas. Segundo a professora, o espectro eletromagnético abrange desde os raios solares, ultravioletas e infravermelhos, até os raios X e gama, iniciando em praticamente zero hertz – a unidade de medida de freqüência das ondas, igual a um ciclo por segundo – sem praticamente um limite superior.

O exemplo do forno de microondas serve para explicar fenômenos como ocorre o efeito térmico provocado pelas radiações. Na realidade, o que provoca o aquecimento é a desenfreada movimentação das moléculas de água, contidas nos alimentos, que se agitam a velocidades fantásticas quando submetidas às ondas eletromagnéticas, que se propagam com a velocidade da luz.

O corpo humano, que também contém água, acaba funcionando de forma semelhante, absorvendo as radiações. De acordo com a professora, no entanto, a única implicação comprovada referente à saúde humana, em conseqüência do uso dos telefones celulares, por exemplo, é relativa ao próprio aquecimento, que, apesar da proximidade do aparelho com o corpo humano, é quase imperceptível, em função da baixa potência, com um máximo de 0,6 watts (w).

Mais preocupante, para a professora Okuno, é o caso das antenas de rádio e TV concentradas em torres, localizadas nos pontos altos de São Paulo. Assim como a sintonização de uma estação de rádio ocorre quando a freqüência da respectiva onda coincide com a maior quantidade de energia recebida pelo aparelho, ao funcionar como uma antena, um homem de 1,70 metro de altura absorveria a maior quantidade de energia eletromagnética, a 70 megahertz (MHz) – a freqüência mais absorvida pelo corpo humano, com base nessa estatura média - , que é emitida por esse grande número de antenas de rádio e TV instaladas em lugares como a Avenida Paulista.

A mesma apreensão foi revelada pelo representante do IPT, Mário Leite Pereira Filho, em relação ao número excessivo de antenas de rádio e TV. Em sua explanação sobre a tecnologia do sistema de telefonia móvel, informou que as antenas de celulares, ou rádio-base, transmitem ondas numa freqüência de 900 megahertz (MHz) e que o termo “celular” vem justamente do fato de se instalarem em células, distribuídas pela cidade, com cada base atendendo os usuários de sua vizinhança (que podem chegar a centenas), com alcance restrito.

Pereira Filho explicou ainda que, no ambiente urbano, devido à densidade populacional, ou melhor, à quantidade de assinantes – há uma estimativa de dois milhões de usuários na cidade de São Paulo - , a distância de uma radiobase a outra é de cerca de um quilômetro. Já na área rural ou em estradas, essa distância pode chegar a 10 quilômetros. O especialista lembrou que as torres de celulares têm uma altura média de 30 metros e apresentam potência bastante baixa, sendo de 100 a 1.000 vezes menor em comparação com as das antenas de rádio e de TV. A professora Okuno afirma que essa diferença chegaria a 5.000 vezes. 

De acordo com o Pereira Filho, em medidas de potência efetuadas em São Paulo, constatou-se que as antenas de celulares emitiam 0,2 microwatt por centímetro quadrado (uW/cm2), contra 15 a 20 uW/cm2, das antenas de rádio e TV instaladas na Avenida Paulista.

O professor Francisco de Assis Ferreira Tejo, do Departamento de Engenharia Elétrica da UFCG, da Paraíba, realçou suas preocupações com os possíveis efeitos carcinogênicos das emissões do sistema de telefonia celular. Na sua opinião, a exposição prolongada de um sistema biológico a essas emissões eletromagnéticas pode resultar em danos à saúde.  

Afirmou que a proliferação descontrolada de estações de difusão de rádio e TV, assim como de celulares, produziu uma densidade de radiação eletromagnética milhões de vezes mais elevada do que os níveis naturais.

Essa preocupação é justificada pelas estatísticas divulgadas recentemente pela ANATEL, segundo as quais, no Brasil, chegou-se ao número de 40 milhões de unidades de telefones móveis, ultrapassando o número de telefones fixos.

Todos os organismos são sensíveis a energias eletromagnéticas; sem energia nosso organismo não conseguiria sobreviver. Uma alteração ocasionada por uma radiação artificial, ou seja, aquela criada e desenvolvida pelo ser humano, pode produzir mudanças biológicas consideráveis em nossa saúde. Já há evidências, na Medicina, de que a exposição a campos eletromagnéticos de baixa freqüência pode reduzir significantemente os níveis de melatonina no corpo.

A Melatonina é um neuro-hormônio produzido pela glândula pineal e, acredita-se, apresenta como principal função regular o sono. Esse hormônio é produzido a partir do momento em que fechamos os olhos. Na presença de luz, entretanto, é enviada uma mensagem neuro-endócrina bloqueando a sua formação, portanto, a secreção dessa substância é quase exclusivamente determinada por estruturas fotossensíveis, principalmente a noite.

A Melatonina é uma substância classificada como indolamina e tem como precursora a serotonina, um importante neurotransmissor. Especula-se que a as estruturas fotoreceptivas, da retina e da glândula pineal, produzem a Melatonina, modificando a via de síntese da serotonina através de uma enzima, a serotonina-N-acetiltransferase. A Melatonina circulante atuaria nos diversos sistemas do organismo preparando e induzindo o sono. Este aparato de produção da Melatonina está presente nos vertebrados em geral.

O risco provocado pelas atividades e produtos tecnológicos está sob a constante égide do medo; portanto, devemos utilizar instrumentos que possibilitem um estudo mais aprofundado sobre a radiação eletromagnética, evitando, desta maneira, desastres envolvendo a qualidade de vida de todos os seres vivos.

A sociedade contemporânea está envolvida em atividades que, apesar de extremamente sedutoras, ocultam diferentes tipos de riscos que podem ser irreversíveis.

Celular: Estado americano considera colocar alerta em celulares sobre o risco de desenvolvimento de tumor cerebral, segundo notícia publicada pelo CNET News.

1 Embora não haja estudos conclusivos sobre o risco de celulares causarem tumores cerebrais, uma deputada do estado de Maine, nos Estados Unidos, sugeriu que os celulares vendidos venham com um alerta dizendo que o uso pode causar tumores cerebrais e que as pessoas devem manter o aparelho o mais longe possível do seu corpo, segundo notícia publicada pelo CNET News.

Embora não haja estudos conclusivos sobre o risco de celulares causarem tumores cerebrais, uma deputada do estado de Maine, nos Estados Unidos, sugeriu que os celulares vendidos venham com um alerta dizendo que o uso pode causar tumores cerebrais e que as pessoas devem manter o aparelho o mais longe possível do seu corpo, segundo notícia publicada pelo CNET News.

A deputada democrata, Andrea Boland, disse à Associated Press que “vários estudos apontaram o risco de câncer para usuários de celulares”.Ela está elaborando sua proposta para o início de 2010. Andrea Boland usa o celular no modo de auto-falante quando precisa do aparelho e o mantém ligado somente quando sabe que alguém precisa contactá-la.

Se a proposta for aprovada, os celulares terão que vir com um aviso na embalagem sobre o risco do uso de celulares no desenvolvimento de câncer cerebral. Este alerta também deve incluir recomendações para que as pessoas mantenham seus celulares o mais distante possível do corpo.

Instituições que estudam as radiações eletromagnéticas; incluindo EM Radiation Research Trust, Powerwatch e EMR Policy Institute liberaram um estudo, em agosto de 2009, que diz que há um risco estatisticamente significativo de desenvolvimento de tumor cerebral em usuários de telefones móveis, assim como um risco aumentado para câncer nos olhos, tumores nas glândulas salivares, câncer de testículo, linfoma não Hodgkin's e leucemia. Veja o documento original em Cellphones and Brain Tumors – 15 Reasons for Concern. Por outro lado, outras instituições como a Organização Mundial de Saúde (World Health Organization) e o Instituto Nacional do Câncer (National Cancer Institute) dizem que não há evidências conclusivas de que celulares causam câncer. Mas concordam que novas pesquisas devem ser realizadas.

 

Fontes consultadas: 

CNET News

 

EM Radiation Research Trust

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